ah, alma indecisa,
não eram raízes que buscavas?
em qual das madrugadas,
o calor da seiva
se transformou no frio aço
que te prende ao chão?
ah, alma inquieta,
porque buscas vendaval
se tudo que precisas
é de brisa tranquila?
ah, alma estrangeira,
tu que já sentiu
com os próprios pés
o amparo geológico
de terras ancestrais,
porque cambalear
em teu próprio chão?
ah, alma covarde,
quando é que vais deixar
de apenas habitar este corpo
para se transubstanciar
em essência, vida e carne?
( salvador, 30/05/2008 )